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Observatório Nacional desenvolve projeto pioneiro de exploração de hidrogênio natural

20 de agosto de 2025
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O hidrogênio natural tem chamado a atenção no mundo todo, devido ao potencial de ser uma fonte de energia limpa que a própria Terra produz de forma contínua, a partir de processos geológicos. Visando desenvolver um projeto inédito neste caminho, o Observatório Nacional, unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (ON/MCTI), adquiriu os sistemas sísmicos Mini e Nimble da STRYDE, equipamentos que vão permitir a realização de levantamentos geofísicos de alta resolução, com foco na investigação do potencial brasileiro em fontes de energia limpa.

Os sistemas são capazes de adquirir dados sísmicos passivos, que são relativos a movimentos naturais do solo e também dados sísmicos gerados artificialmente, empregando uma fonte sísmica, como vibradores de grande porte, geralmente acoplados a caminhões.

“São equipamentos ultracompactos e leves, pensados para registrar vibrações do subsolo com alta precisão. Eles permitem instalar um número muito maior de sensores em campo, cobrindo áreas extensas e coletando dados de forma mais densa e rápida do que tecnologias convencionais”, explicou o pesquisador em Geofísica do Observatório Nacional, Artur Benevides. 

Por meio dos sistemas, será possível obter imagens sísmicas mais detalhadas, capazes de mostrar estruturas geológicas sutis, em que  possivelmente o hidrogênio pode se acumular. Outras vantagens é que eles são fáceis de transportar e operar, o que é essencial em regiões remotas ou de difícil acesso. Na prática, essa tecnologia aumenta a qualidade dos dados e a precisão dos levantamentos geofísicos, reduzindo também o tempo de aquisição e ampliando a capacidade de trabalhar em diversos projetos de grande escala.

A primeira aplicação dos sistemas será na campanha pioneira de exploração de hidrogênio, com o objetivo de obter dados sísmicos de alta densidade que revelem, de forma sem precedentes, a estrutura do subsolo brasileiro.

“O ON está sempre atento e atualizado, buscando estar na vanguarda de novas tecnologias para desenvolver as melhores práticas e oferecer soluções para a sociedade brasileira e no caso do hidrogênio natural não ficaria de fora disso, devido ao seu enorme potencial”, pontuou Artur Benevides. 

Segundo o pesquisador, o Observatório identificou que o Brasil reúne ambientes geológicos favoráveis, por exemplo, à presença de rochas ultramáficas, que são ricas em ferro, e que é um componente essencial em um dos ambientes formadores de hidrogênio. Também, trabalhos científicos apontam para exsudações de hidrogênio natural na Bacia Sedimentar de São Francisco, localizada, em parte, em Minas Gerais, e também foram observadas essas exsudações na região de Maricá, no estado do Rio de Janeiro. 

“Foi a partir daí que começamos a estruturar um grupo de pesquisadores, liderado no Observatório Nacional pelo Dr. Sérgio Fontes, para desenvolver uma análise sistemática e integrada de geologia e geofísica, usando a infraestrutura existente e também incorporando novas tecnologias, como o caso desses novos sistemas. Tudo isso para avaliar se esses lugares guardam reservas de hidrogênio natural que possam ser exploradas no futuro”, detalhou Benevides.

A campanha de hidrogênio será a primeira de uma série de iniciativas planejadas pelo Observatório Nacional para avaliar o potencial do Brasil na formação de acúmulos naturais viáveis de hidrogênio, tema que vem despertando crescente interesse da comunidade científica e do setor energético.

“Esses estudos dão uma base científica para que o Brasil decida se o hidrogênio natural pode fazer parte da nossa matriz energética ou não. Quando você conhece onde ele está, seu volume, quanto pode ser produzido e quais são os impactos ambientais disso, que no caso do hidrogênio natural é baixíssimo comparado com as outras fontes de energia a partir de hidrogênio, é possível criar políticas públicas mais assertivas, definir áreas prioritárias e estabelecer regras para a exploração segura”, ressaltou Artur Benevides.

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